27/07/09
Menos um ...
... e anónimo (mas pouco, para alguns), ainda por cima !
Após um ano de deambulações, errâncias e excreções, esta coisa fica por aqui. Concretizando uma ténue intenção de necessária higienização da blogosfera açórica.
Até um dia destes.
Após um ano de deambulações, errâncias e excreções, esta coisa fica por aqui. Concretizando uma ténue intenção de necessária higienização da blogosfera açórica.
Até um dia destes.
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Higiene
25/07/09
Para quando um serviço semelhante destinado ao lobbying das "ilhas esquecidas" junto do GR ?
O júri do procedimento por negociação para a “Prestação de Serviços de Lobbying a favor da Região Autónoma dos Açores, junto de Instituições da União Europeia”, decidiu, por unanimidade, propor a sua adjudicação, pelo período de doze meses, à empresa APCO Worldwide, com sede em Bruxelas.n' A União
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Incoesão das ilhas dos Açores,
Política
24/07/09
Diz que é uma espécie de democracia !
Com este sistema, desenhado para dar aos partidos o monopólio da representação parlamentar e às lideranças dos partidos o controle da representação partidária, não temos nem os melhores partidos nem os melhores deputados. Os partidos dependem do Estado, e os deputados dependem das direcções partidárias, que os tratam como autómatos. Na Assembleia da República, funciona ainda o regimento para anular qualquer insubmissão.
Consegue-se assim mais "estabilidade"? Talvez. Mas é a estabilidade dos cemitérios. Precisávamos de partidos e de deputados com vida: partidos da sociedade, e não do Estado, e deputados dos eleitores, e não das "máquinas" – isto é, partidos que representassem ideias, e deputados que nos representassem a nós. Rui Ramos, no Correio da Manhã
Consegue-se assim mais "estabilidade"? Talvez. Mas é a estabilidade dos cemitérios. Precisávamos de partidos e de deputados com vida: partidos da sociedade, e não do Estado, e deputados dos eleitores, e não das "máquinas" – isto é, partidos que representassem ideias, e deputados que nos representassem a nós. Rui Ramos, no Correio da Manhã
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Democracia,
participação democrática,
Política
23/07/09
Sim. Deveras. Não aprendemos nada em 35 anos de socialismo democrático !
José Sócrates referiu que a nova prestação social irá beneficiar os casais que trabalham e têm filhos, mas cujo rendimento per capita do agregado familiar é inferior ao limiar da pobreza, no Público.
Parece que são dois milhões abaixo do limiar da pobreza. 2 % da população. E agora mais estes, que trabalham, ainda por cima. E não devem ser tão poucos quanto isso. Mas então e o salário mínimo, pouco acima do tal limiar de pobreza (400 euros?), serve para quê ? E todo o rol de abonos, apoios e incentivos para as famílias, os que já existiam e os que foram propagandeados nos últimos quatro anos ?
Como é possível isto existir após 35 anos de socialismo democrático, solidariamente empenhado no combate à pobreza e às desigualdades.
Salazar deixou isto num estado realmente deplorável, é o que se pode concluir. Para que, volvido quase tanto tempo quanto o "fascista-mor" levou de opressiva ditadura, ainda os generosos, solidários e íntegros democratas, em sucessivos governos de inquestionável competência, não tenham conseguido livrar este país da miséria.
Que "porca" miséria !
"Não aprenderam nada com esta última crise mundial", frisou, (...) "Cada vez que o PS passa pelo Governo, reduz-se a pobreza e as desigualdades sociais", salientou, recordando os números recentemente revelados sobre a matéria.idem
Não aprenderam mesmo nada, diz quem, parece, tudo ter aprendido e sabido. No entanto, a opinião grassa pelo país, a maioria dos portugueses está pior do que há quatro anos.
O pretexto da consolidação orçamental (pelo aumento da colecta, como sempre tem sido) foi esquecido com o novo argumento da eterna crise internacional (que já leva uns infindáveis mesitos) que fez disparar o eleitoralismo e este os anúncios de distribuição de subsídios e apoios e o afrouxar do garrote fiscal para os agentes económicos que ainda respiram.
Parece que são dois milhões abaixo do limiar da pobreza. 2 % da população. E agora mais estes, que trabalham, ainda por cima. E não devem ser tão poucos quanto isso. Mas então e o salário mínimo, pouco acima do tal limiar de pobreza (400 euros?), serve para quê ? E todo o rol de abonos, apoios e incentivos para as famílias, os que já existiam e os que foram propagandeados nos últimos quatro anos ?
Como é possível isto existir após 35 anos de socialismo democrático, solidariamente empenhado no combate à pobreza e às desigualdades.
Salazar deixou isto num estado realmente deplorável, é o que se pode concluir. Para que, volvido quase tanto tempo quanto o "fascista-mor" levou de opressiva ditadura, ainda os generosos, solidários e íntegros democratas, em sucessivos governos de inquestionável competência, não tenham conseguido livrar este país da miséria.
Que "porca" miséria !
"Não aprenderam nada com esta última crise mundial", frisou, (...) "Cada vez que o PS passa pelo Governo, reduz-se a pobreza e as desigualdades sociais", salientou, recordando os números recentemente revelados sobre a matéria.idem
Não aprenderam mesmo nada, diz quem, parece, tudo ter aprendido e sabido. No entanto, a opinião grassa pelo país, a maioria dos portugueses está pior do que há quatro anos.
O pretexto da consolidação orçamental (pelo aumento da colecta, como sempre tem sido) foi esquecido com o novo argumento da eterna crise internacional (que já leva uns infindáveis mesitos) que fez disparar o eleitoralismo e este os anúncios de distribuição de subsídios e apoios e o afrouxar do garrote fiscal para os agentes económicos que ainda respiram.
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Política
20/07/09
Só mais uma colherinha !
As previsões da OCDE para a economia portuguesa apontam para um défice orçamental de 6,5% este ano, tal como espera a Comissão Europeia.
Espero que as empresas compreendam que não devem pedir ao Governo que coloque em causa o que conquistou nos últimos três anos: contas públicas equilibradas. Quando as contas se desequilibram, quem paga isso são as empresas e os cidadãos. Devemos agir com razoabilidade perante as dificuldades", justificou o líder do executivo., no Público.
"O investimento público garante mais postos de trabalho e dinamismo da economia. A redução de impostos não garante que esse dinheiro seja gasto ao serviço do investimento, do dinamismo económico e da criação de emprego", justificou ainda, expondo uma tese contrária às correntes liberais. idem
As empresas e os cidadãos pagarão o défice, segundo o nosso PM. Pagarão também, a bem ou a mal, o investimento público, pois, na sábia doutrina do nosso PM, só nas mãos do omnisciente Estado o dinheiro terá garantidamente uma boa aplicação ao serviço da economia. Contrariamente ao que se presume que aconteceria se ficasse nas mãos dos seus proprietários originais. A história ensina-nos esta valiosa lição que o nosso PM oportunamente recorda, prenhe de paternal afeição pelos seus súbditos. Saibamos todos compreendê-la e dar o nosso mais generoso contributo ao erário público, competentemente gerido pelos nossos demais governantes, sempre ao serviço do "dinamismo económico e da criação de emprego".
É para nosso bem. Como o amargo xarope que se dá às criancinhas. Custa, mas faz bem.
Só mais uma colherinha caros contribuintes !
Espero que as empresas compreendam que não devem pedir ao Governo que coloque em causa o que conquistou nos últimos três anos: contas públicas equilibradas. Quando as contas se desequilibram, quem paga isso são as empresas e os cidadãos. Devemos agir com razoabilidade perante as dificuldades", justificou o líder do executivo., no Público.
"O investimento público garante mais postos de trabalho e dinamismo da economia. A redução de impostos não garante que esse dinheiro seja gasto ao serviço do investimento, do dinamismo económico e da criação de emprego", justificou ainda, expondo uma tese contrária às correntes liberais. idem
As empresas e os cidadãos pagarão o défice, segundo o nosso PM. Pagarão também, a bem ou a mal, o investimento público, pois, na sábia doutrina do nosso PM, só nas mãos do omnisciente Estado o dinheiro terá garantidamente uma boa aplicação ao serviço da economia. Contrariamente ao que se presume que aconteceria se ficasse nas mãos dos seus proprietários originais. A história ensina-nos esta valiosa lição que o nosso PM oportunamente recorda, prenhe de paternal afeição pelos seus súbditos. Saibamos todos compreendê-la e dar o nosso mais generoso contributo ao erário público, competentemente gerido pelos nossos demais governantes, sempre ao serviço do "dinamismo económico e da criação de emprego".
É para nosso bem. Como o amargo xarope que se dá às criancinhas. Custa, mas faz bem.
Só mais uma colherinha caros contribuintes !
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crise económica,
Política
14/07/09
12/07/09
Vingança e Justiça
Lisbon: (Sitting at her desk) Nobody deserves murder.
Patrick: (Patrick enters her office and approaches her desk) Machado helped burn Dave Martin alive, out of greed.
Lisbon: Jane. We're officers of the law.
Patrick: You are. I don't care about the law. I care about justice and justice says Machado deserves to suffer.
Lisbon: (Emphatically) That's not justice, it's vengeance.
Patrick: What's the difference?
(...)
Patrick: Fine with me. (He turns to leave but turns back and moves toward her desk. He speaks with an eerie calmness.) We've never discussed this...because I thought it went without saying...when I catch Red John...I'm going to cut him open and watch him die slowly. Like he did with my wife and child. (They look at each other for a moment) If you have a problem with that we should talk.
Lisbon: Then let's talk. Because when we catch Red John, we are going to take him into custody and he's going to be tried in a court of law.
Patrick: Not if I'm still breathing.
Lisbon: If you try and do violence to him, I will try and stop you. If you succeed in doing violence to him, I will arrest you.
Patrick: I understand.
Lisbon: I hope so.
Patrick: Well, I'm glad we talked. I had no idea you were so bourgeois or conventional on the issue. (He smiles pleasantly and leaves her office)
O Mentalista (RTP 2), #1, episódio 9, 07-07-2009. Daqui: http://www.thementalisttvshow.com/page/109%3A+Flame+Red
Patrick: (Patrick enters her office and approaches her desk) Machado helped burn Dave Martin alive, out of greed.
Lisbon: Jane. We're officers of the law.
Patrick: You are. I don't care about the law. I care about justice and justice says Machado deserves to suffer.
Lisbon: (Emphatically) That's not justice, it's vengeance.
Patrick: What's the difference?
(...)
Patrick: Fine with me. (He turns to leave but turns back and moves toward her desk. He speaks with an eerie calmness.) We've never discussed this...because I thought it went without saying...when I catch Red John...I'm going to cut him open and watch him die slowly. Like he did with my wife and child. (They look at each other for a moment) If you have a problem with that we should talk.
Lisbon: Then let's talk. Because when we catch Red John, we are going to take him into custody and he's going to be tried in a court of law.
Patrick: Not if I'm still breathing.
Lisbon: If you try and do violence to him, I will try and stop you. If you succeed in doing violence to him, I will arrest you.
Patrick: I understand.
Lisbon: I hope so.
Patrick: Well, I'm glad we talked. I had no idea you were so bourgeois or conventional on the issue. (He smiles pleasantly and leaves her office)
O Mentalista (RTP 2), #1, episódio 9, 07-07-2009. Daqui: http://www.thementalisttvshow.com/page/109%3A+Flame+Red
08/07/09
municípios socialistas descobrem o elixir da eterna juventude
«Falando na apresentação pública da lista de candidatos do PSD à autarquia faialense nas próximas eleições Autárquicas, Berta Cabral lamentou que a Horta esteja “parada no tempo”.» no AO
«“Santa Maria está parada no tempo”, disse[Berta Cabral].», no Diário dos Açores
«“Santa Maria está parada no tempo”, disse[Berta Cabral].», no Diário dos Açores
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Política
06/07/09
ajudas e ajudas
"Dead Aid" tem causado controvérsias, dada a sua polémica tese: como indica o sub-título do livro ("Why Aid Is Not Working and How There Is a Better Way for Africa"), a autora argumenta que as políticas de ajuda não trouxeram desenvolvimento ao continente africano e, nesse sentido, fracassaram. Moyo conclui mesmo de um modo radical afirmando que a ajuda faz parte do problema e não da solução. Apesar do tom provocador, o argumento merece consideração. Como observou Paul Collier sem cerimónias, numa crítica muito positiva do livro, o que está em causa é o bem-estar das sociedades africanas, e não a boa consciência europeia ou o modo de vida profissional de centenas de milhares de funcionários ocidentais., João Marques de Almeida, no Diário Económico
Kiva is the world's first person-to-person micro-lending website, empowering individuals to lend directly to unique entrepreneurs around the globe., em KIVA
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Empreendedorismo,
Política
03/07/09
farisaismo
A indignação de tantas "virgens púdicas" pelo gesto infantil de um Ministro na Assembleia da República é bem reveladora da hipocrisia que grassa no meio político tuga.
Tantos episódios censuráveis já passados naquela casa, que passaram incólumes ou com tímidos pedidos de desculpas, e haviam de ser uns pueris dedos na testa a motivar a repulsa da classe política.
Nas sucursais dos Açores e Madeira, particularmente nesta última, têm sido muitos e famosos os episódios rocambolescos. Desde bandeiras nazis a papeis rasgados e ventoinhas.
Será que naquela casa as palavras já valem tão pouco - de gastas, abusadas e humilhadas que estão, que teve de ser um gesto, transmitido em directo (talvez a questão seja mesmo esta), a forçar a consequente coreografia da indignação ?
Tantos episódios censuráveis já passados naquela casa, que passaram incólumes ou com tímidos pedidos de desculpas, e haviam de ser uns pueris dedos na testa a motivar a repulsa da classe política.
Nas sucursais dos Açores e Madeira, particularmente nesta última, têm sido muitos e famosos os episódios rocambolescos. Desde bandeiras nazis a papeis rasgados e ventoinhas.
Será que naquela casa as palavras já valem tão pouco - de gastas, abusadas e humilhadas que estão, que teve de ser um gesto, transmitido em directo (talvez a questão seja mesmo esta), a forçar a consequente coreografia da indignação ?
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